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TURISMO DA JUVENTUDE Maria José Giaretta

O objetivo deste canal é homenagear a querida Maria José Giaretta, responsável pelo credenciamento do Bonito HI Hostel - Albergue da Juventude, no ano de 1996. Atualmente ela é Vice-Presidente da HI Brasil - Federação Brasileira de Albergues da Juventude - FBAJ, possui graduação em Turismo pela Faculdade Ibero Americana de Letras e Ciências Humanas (1981) , mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2002) e ensino-medio-segundo-grau pelo Centro Interescolar João Belarmino (1977) . Atualmente é Sócia Diretora da Apaj Viagens e Turismo Ltda, professor titular da Universidade Sao Judas Tadeu, funcionário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor titular do Centro Universitario Assuncao e conselheiro do Conselho Nacional de Turismo. Tem experiência na área de Comunicação , com ênfase em Turismo. Atuando principalmente nos seguintes temas: Turismo, Jovens - Viagem, Albergues da Juventude - História.

TURISMO DA JUVENTUDE - O LIVRO

                                                        Editora: Manole                                                        
Assunto: Turismo 
ISBN: 8520416950 
Idioma: Português 
Tipo de Capa: BROCHURA 
Edição: 1 
Número de Páginas: 200 

O turismo da juventude representa 20% do fluxo turístico mundial. No Brasil, também apresenta grande relevância merecendo destaque nas nova spolíticas públicas de turismo. Diante da importância desse segmento, Maria José Giaretta reúne, nessa obra, dados inéditos sobre o tema, que abrangem desde o levantamento bibliográfico e o mapeamento do turismo da juventude no Brasil até as organizações envolvidas com esse público. Apresentando as diversas modalidades englobadas pelo setor - turismo estudantil, turismo associativo, turismo de natureza, meios de hospedagem, produtos e serviços especiais para jovens etc. -, este livro é o resultado de anos de estudos e pesquisas sobre o mercado de viagens para o segmento juvenil.É obra indispensável para professores, pesquisadores e estudantes de turismo e também para os profissionais que atuam no setor, como as agências de turismo, de estágios, de intercâmbios, associações, meios de hospedagem, etc.

Algumas frases que aparecem ilustrando capítulos durante a obra:

“Leva-se muito tempo para ser jovem.” Pablo Picasso

“No curso da viagem há sempre alguma transfiguração, de tal modo que aquele que parte não é nunca o mesmo que regressa.” Ítalo Calvino

“Andar por terras distantes e conversar com diversas pessoas torna os homens ponderados.” Miguel de Cervantes

“O meu objetivo é a amizade com o mundo inteiro.” Mahatma Ghandi

Aqui vão alguns trechos do livro que achei mais interessantes !

O primeiro trecho que me chamou atenção foram as diversas definições que diversos autores fazem a respeito do termo Turismo da Juventude. Deixo aqui escrito a que mais me agradou, do autor Antonio Pereira de Oliveira:

“Turismo praticado por jovens e estudantes que viajam, em geral, para comemorar término de cursos escolares. Trata-se de um público alegre, pouco exigente e com capacidade média de consumo, em geral atraído por locais que oferecem divertimentos noturnos. Apesas do consumo restrito, tornam-se importantes divulgadores do local visitado. Ao retornar para casa narram com entusiasmo os acontecimentos da viagem e acabam motivando pais e amigos a conhecerem os locais que visitaram.”

É fato que todo jovem procura divertimento nos lugares que visita, não somente os jovens como os adultos ou crianças ou idosos também. Mas os nossos divertimentos geralmente envolvem música, pessoas bonitas e simpáticas e bebidas alcoólicas !

Mas destaco mais ainda a última parte da citação que diz respeito do modo como os jovens contam sobre os lugares que conheceram. Quando algo dá errado no meio de uma grande viagem que deu certo, nós meio que desconsideramos o que deu errado, ficamos um pouco bravos com o acontecido, mas isso não faz com que percamos nosso entusiasmo a respeito da viagem e os relatos passam a ser muito mais interessantes e cativantes.

Fala-se, também, sobre os mochileiros (ou backpackers). José Vieira Camelo Filho diz que:

“Na verdade não existe uma definição clara para estes personagens, de modo geral são chamados ‘pé na estrada’, aquela pessoa que viaja por aí, fora dos esquemas convencionais. O pé na estrada prefere viajar sozinho ou em pequenos grupos de pessoas".

Outra autora, Fabiana Caso, também escreve sobre os mochileiros:

“Os mochileiros não constam das estatísticas da Embratur e não constituem nenhum público-alvo para as empresas turísticas, porque estes não querem nada com os hotéis e nem compras exorbitantes.Desejam mergulhar na cultura do lugar visitado. Eles buscam aventura, experiências e cultura, os viajantes independentes desprezam a ‘superficialidade’ dos pacotes turísticos de agências".

Achei tal descrição um tanto quanto rude em relação aos mochileiros mas que aponta algo bastante curioso: o fato de a Embratur (Empresa Brasileira de Turismo) não considerar o turismo de mochileiros devido ao seu pequeno gasto. Quer dizer então que Turismo virou sinônimo de Consumo Excessivo? E até que ponto podem afirmar que os mochileiros não constituem NENHUM público-alvo para as empresas turísticas sendo que os ALBERGUES e ACAMPAMENTOS se mantêm em parte devido aos mochileiros que vão em busca de hospedagens mais baratas? Fica aqui mais um questionamento a se pensar.

Ah! E enquanto o movimento é desprezado aqui no Brasil, na Austrália, onde tal mercado é desenvolvido, os mochileiros movimentaram mais de 4 bilhões de dólares nos anos 1997, 1998 e 1999.

De acordo, ainda,  com a autora Fabiana Caso, o mercado convencional se concentra nas cidades turísticas, enquanto o mochileiro viaja por todo país e procura lugares em que o turismo de massa não chegaria. Ele viaja também para as cidades mais famosas, mas individualmente, nunca em grupos montados por Agências como a CVC, entre outras.

Conclusão: o mochileiro é um desbravador de novos destinos turísticos. Através de sua busca de liberdade e aventura ele chega a novos lugares, que poderão ou não se tornar destinos turísticos e, após a implantação de infra-estrutura turística, talvez passem a ser produtos turísticos.

Percebe-se ainda que o mochileiro, que tem um espírito aventureiro, busca novos desafios, é um turista ideal, político e socialmente correto, porque busca conhecer de fato o lugar, a cultura, respeita o meio ambiente e consome coisas do lugar, aceita a hospedagem rústica sem mudar os hábitos do morador e incentiva as manifestações culturais locais. Em geral, fotografa ou registra em seus diários fatos reais das localidades desconhecidas.